
(a melhor invenção do mundo depois do guarda chuva!)
Antes da vida vir em ondas ela vem em vento! Que pode ser contrário e a gente se vê obrigado a nadar contra maré. Ou pode ser a favor aí a só deixar a maré nos levar...
O problema é quando não tem vento!
Aí a única possibilidade de salvação – tirando Jesus, que salva – é a máquina de fazer vento.
Acho muito pouco provável que Schuyler Skaates em 1882, tenha inventado o primeiro ventilador pensando exatamente em mim, morador do digno bairro Floresta, mas gostaria que ele soubesse que pensei muito (mal) nele nesses últimos minutos em que o meu único ventilador, que coloquei inutilmente no quarto, não pegou.
Não posso deixar de ficar chateado com Skaates, mesmo sabendo que ele deve ter suado muito para concluir a invenção, que é a mais importante do mundo, depois do guarda chuva, lógico!
E que nada mais é do que uma máquina simples de fazer vento, e que embora tentem colori-lo plastificá-lo, conserva os bons costumes de sua época juntamente com a sua forma (hélice) e movimentação (de um lado pro outro).
Na praia ele é indispensável e eu já vi até banhista entrando com ventilador no mar.
Juro!
O que mais me encanta na máquina de fazer vento é a sua modéstia, dizendo que não faz nada mais do que dar um empurrãozinho no ar, esse trouxa que antes ficava ali parado vendo a gente derreter devagar...
Eu tenho uma máquina de fazer vento que não pega, e, que por isso mesmo, começo a ficar com medo de morrer de calor!
Não que eu já tenha ouvido falar de algum caso. Parece que o calor muito se parece com o amor: dele ninguém morre mas sofre que é uma barbaridade!
Não há outra opção pra mim do que durmir nesse calor mesmo ou torcer pra que o ventilador pegue, ventando pra lá essa maré de azar. E me faça sempre perceber, como Tim Maia, que a vida vem mesmo em ondas. E do ventilador vem mesmo a paz.
(mas isso só quando ele pega!)
Hoje ele não pegou.
Off...
06/11/09






