quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A máquina de fazer vento!


(a melhor invenção do mundo depois do guarda chuva!)

Antes da vida vir em ondas ela vem em vento! Que pode ser contrário e a gente se vê obrigado a nadar contra maré. Ou pode ser a favor aí a só deixar a maré nos levar...
O problema é quando não tem vento!
Aí a única possibilidade de salvação – tirando Jesus, que salva – é a máquina de fazer vento.
Acho muito pouco provável que Schuyler Skaates em 1882, tenha inventado o primeiro ventilador pensando exatamente em mim, morador do digno bairro Floresta, mas gostaria que ele soubesse que pensei muito (mal) nele nesses últimos minutos em que o meu único ventilador, que coloquei inutilmente no quarto, não pegou.
Não posso deixar de ficar chateado com Skaates, mesmo sabendo que ele deve ter suado muito para concluir a invenção, que é a mais importante do mundo, depois do guarda chuva, lógico!
E que nada mais é do que uma máquina simples de fazer vento, e que embora tentem colori-lo plastificá-lo, conserva os bons costumes de sua época juntamente com a sua forma (hélice) e movimentação (de um lado pro outro).
Na praia ele é indispensável e eu já vi até banhista entrando com ventilador no mar.
Juro!
O que mais me encanta na máquina de fazer vento é a sua modéstia, dizendo que não faz nada mais do que dar um empurrãozinho no ar, esse trouxa que antes ficava ali parado vendo a gente derreter devagar...
Eu tenho uma máquina de fazer vento que não pega, e, que por isso mesmo, começo a ficar com medo de morrer de calor!
Não que eu já tenha ouvido falar de algum caso. Parece que o calor muito se parece com o amor: dele ninguém morre mas sofre que é uma barbaridade!
Não há outra opção pra mim do que durmir nesse calor mesmo ou torcer pra que o ventilador pegue, ventando pra lá essa maré de azar. E me faça sempre perceber, como Tim Maia, que a vida vem mesmo em ondas. E do ventilador vem mesmo a paz.
(mas isso só quando ele pega!)
Hoje ele não pegou.
Off...


06/11/09

Agora entrar, só com convite!


(e voar pela janela nem faz tanta falta assim)

Eu nunca fui de dar muita importância para esse negócio de convite.
Já perdi o número de festas que entrei sem ele, que foram as mesmas festas que eu fui expulso depois.
Por isso, quando recebi o convite para escrever para revista eu aceitei meio saudoso de deixar o ofício de penetra, mas aliviado com a certeza de que não sairia voando pela janela.
Eu tinha o convite!
Na época eu sabia que escrever para uma revista seria uma experiência fantástica e totalmente diferente do que eu vinha vivendo no meu mundo profissional. Bilhetes pra minha mãe: “Saí, beijo!”
Dessa vez eu teria um publico leitor muito maior do que as pessoas que passavam na frente da geladeira!
A primeira edição foi cheia de suspense e apreensão: Será que eles vão gostar da minha crônica? A resposta chegou acompanhada de muitos parabéns das pessoas que de alguma maneira riram e se identificaram com o texto!
Agradeci e senti que as tardes em frente ao computador tomando Nescau e escrevendo crônicas estavam valendo a pena, as espinhas não valiam tanto...
Mas a satisfação dos leitores valia o mundo!
E hoje, sempre quando sai uma nova edição da revista, bate uma alegria do nada, é uma alegria parecida como a de quando a gente está desconfiado que quebrou as duas pernas, e o médico diz que foi só uma. Nunca quebrei a perna. Mas imagino!
É ótimo fazer parte de uma equipe vencedora, que pode até não ter participado de nenhuma olimpíada, mas já é medalha de ouro!
Escrevo cada crônica com a mesma motivação que entrava sem convite nas festas, mas só que hoje, com a consciência que com o convite é bem melhor! (e voar pela janela nem faz tanta falta assim!)

06/11/09

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Namori e outros livros


Dado o meu gosto pela escrita e também a minha falta de emprego comecei a imaginar livros novos, que não estão na bíblia, graças a Deus, mas se estivessem poderiam ser de muita inutilidade aos jovens. Na seqüência seguem alguns desses livros:

Microfonias (que fala sobre o audio e a altura dos instrumentos musicais entre a congregação. CONGREÇÃO é uma marca de amplificador)

Namori (esse é um livro cheio de exortações para pessoas encalhadas (como eu). Fala sobre esperança,visto que o Namori, autor do livro e profeta), recebeu uma visita ainda jovem de um anjo - cúpido naturalmente - prometendo-lhe que ele se casaria antes dos 3005 anos de vida. Promessa que só se cumpri no livro de apocalipse. Sério
Namori morreu solteiro.)

E por fim o livro mais polêmico: livro de ficante

Esse livro, ao contrário do que se espera, não fala das condenações para os que ficam, mas sim do livramento para quem não fica (como eu, que fico sozinho), como livramento do sapinho, do sogro e dos presentes dos dias do namorados.

Já as cartas do novo namoramento estão repletas de dicas para quem ora a mutio tempo por alguém que não ora por ele.
Uma dessas dicas é feita por Romeu de Marta - não de julieta, esse é outro livro.
Romeu dá dicas de higiene, como as meias: Romeu não usava meias quando conseguiu a sua primeira esposa, a carta nos diz que ele teve várias - naquele tempo podia...
Outra dica também ligada ao pé, mas especificamente a parte dura e encardida; Romeu acredita estar ali o encanto do homem (e a porquisse também)
"Não cuideis das solas dos pés dos outros, antes olhai as vossas, por que enquanto olhai a craca do irmão, não olhai a beleza vossa"

Pensei em muitos outros livros, escritos por profetas e homens bem sucedidos no amor e outros não (namori), mas prefiro não escrever ou ir procurar um trabalho melhor, acho que tô precisando.

04/11/09

O convite de casamento!


Um laço prateado envolve o cartão que na frente, lógico, trás o meu nome.
O papel não é comum, têm uma textura peculiar e ao passar a mão é impossível não desejá-los felicidades.
Muitas!
Dentro está o convite antecipado por um versículo: “Nem os olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais chegou ao entendimento humano, o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” O versículo me constrange e me sinto obrigado a dar-lhes um presente, que, aliás, está especificado qual deve ser em uma lista no verso da capa – que pretendia não ler...
Fico perplexo e bastante lisonjeado ao saber que foram o Carlos e a Tanni e o João e a Solonge que me convidaram pro casamento, os pais e não os noivos. Penso em presenteá-los também, mas o meu bolso desconversa e me faz continuar a leitura: Então vejo um desenho feliz da noiva Gabriela e do noivo Gustavo, ela têm um coração em uma das mãos e na outra o buquê; que será desejado por tantas e tantas mulheres na festa, inclusive eu, que não sou mulher, mas quero casar também.
Sai da minha frenteeee!
O desenho do noivo trás as mãos vazias, o que fica subtendido que o único bem que ele tem é ela, e ela têm a ele; e os dois têm juntos a Deus.
E Deus têm a todos nós no coração!
Acho bonito isso!
O convite deixa claro: 20:30 horas deveremos estar todos lá – menos a noiva, que sempre deve chegar depois, como convém a tradição! Tudo isso em outubro. Quase verão.
Pela porta da igreja entrará uma criança, trazendo as alianças, entrará todo o povo pra prestigiar um dia tão especial, mas as minhas orações se projetam um pouco mais acima, nas nuvens, na fé de que entre um vento fresquinho e venha dar-nos um ar mais geladinho a celebração!
“Após a cerimônia os convidados serão recepcionados no salão de festas BKR”
Seremos recepcionados, servidos e com tanta emoção assim, imagino estaríamos dispostos a também dançar de alegria pelo casal, isso se não nos empolgássemos tanto com o buffet.
Vou me acabar!
Não há mais tempo para dúvidas e qualquer vacilação de minha presença deve ser confirmada até o dia 15/09 ou calada pra sempre. Eu confirmo e vou!
Desejo muitas felicidades ao casal que fez um convite com o meu nome, e uma lista de presente para ele também. Fazer o que, casamento têm disso e nem tudo é um mar de rosas. Mas de uma coisa eu sei, dessa vez esse buquê não me escapa!

sábado, 31 de outubro de 2009

Dia perfeito!



A idéia de uma crônica me acorda. Sem perder tempo levanto, abro a janela e vejo o Sol reinar soberano no céu. Lavo o rosto. Pego um café esplêndido e me coloco na frente do computador a escrever.
No final do dia irei saber que essa mesma crônica é a melhor que já escrevi em toda a minha vida e até na morte, segundo os vários emails femininos que receberei.
Mas ainda é manhã. Posto a crônica no blog e aumento o volume. No som: Acelerou (Djavan)
Estou a mil!
Coloco uma roupa simples, mas que muito me alegra (esse dia será marcado por alegrias bobas); pego a chave do carro – no meu dia perfeito eu tenho carro!
Descendo lentamente a rampa escuto a minha vizinha dar Bom dia e sorrindo completar – “a crônica de hoje hem... Arrassou!”
Agradeço como alguém já acostumado a esse tipo de elogio (perceba que esse dia é totalmente utópico).
Estou a caminho do Mercado municipal, aonde pretendo observar o bom e velho samba e as novas, mas igualmente boas morenas – com todo respeito, é claro! Mas no caminho recebo um telefonema. É a minha mãe. (Calma, acho que podemos melhorar isso!) É a minha família inteira. (agora ficou bom). Fica difícil de identificar quem é quem no meio da gritaria: “Te amamos, você é nosso escritor preferido, essa é uma grande profissão!”
Acho aquilo meio repetitivo, pois esqueci de contar que vi a mesma coisa escrita em um bilhete que estava na porta da geladeira: “Assinado sua família, seus fãs!”
Suspiro...
E vou estacionando o carro. O mercado está cheio, e por incrível que pareça 99% são mulheres, e o 1% sou eu. Que acabo de chegar!
O garçom já me conhece, as mulheres muito mais, ele berra do fundo do balcão: A de sempre chefia? As mulheres respondem por mim: É claro né rapaiz!
Espero a minha coca cola na mesa de ferro, infelizmente quase sempre interrompido pelas fãs; no final da tarde me sinto muito cansado, o fato de ter que assinar o meu nome repetidas vezes em vários exemplares me esgotou!
Mas o dia ainda não acabou, e sigo em direção da praia. Fazendo em um minuto e meio o trajeto que levaria uma hora e meia; eu conheço um atalho!
Sento sobre o capô, abro um guaraná e escrevo em uma folha o nome do meu próximo livro: Meu dia perfeito!
Descanso.
Depois de ler centenas de emails já citados no começo, deito a minha cabeça no travesseiro, com a paz de um escritor realizado. Antes de pegar no sono ainda recebo uma mensagem no celular, é de um amor que a tempos não via e que muito amei: Estou voltando pra você - está escrito!
Mas não me iludo, o relógio já marca quinze pra meia noite - não há mais tempo - o dia já está chegando ao fim, apago a mensagem, desligo o celular, fecho os olhos e durmo em paz.


31/10/09

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

É quase verão.


(hora de cuidar de mim!)

Tempo de replanejar e mudar antes de ir à praia. Realizar possíveis planos pendentes antes de pular no mar; sonhos que morrem molhados no bolso não valem de nada na vida!
Joguemos os sonhos no mar!
Não como uma oferenda, por que me desculpem, mas muito me custa acreditar que alguém que mora lá no mar vai poder resolver os meus problemas melhor do que eu, que já moro aqui em terra firme! E também por que o dinheiro que eu tenho não cobre o custo das flores próprias pro ritual; esses dias mesmo vi na beira da praia as ondas trazendo, como quem devolve, lindas rosas vermelhas; se o mar não gosta de rosas vermelhas, imagino que vai gostar muito menos das minhas flores do mato, que são amarelas e meio feias, mas são de graça e fácil de pegar quando o vizinho não está em casa!
É quase verão!
E esse quase me alivia. Ele me diz que ainda não sou veranista. Ainda bem! Não me sinto pronto pro cargo, a responsabilidade e o calor são intensos. E se não me falha o verão, o sol que bate na testa nessa época faz com que o cérebro libere uma substância direto pro coração, e em questão de segundos a gente se sente mais carente, quando vê, já está metido em um romancinho, coisa da estação...
O problema é quando o calor passa, o sol vai embora, mas o romance fica, e o que era pra ser só um amor de verão acaba fazendo é parte da nossa história, e no inverno vem em forma de saudade fazer uma falta que só - como uma onda no mar, mas sem o mar.
Por isso nesse verão use protetor do amor fator prudência, não expondo o seu coração em demasia no sol, antes (e não depois), escolha os horários mais amenos quando o sol é fraco e a paixão é pouca.
É quase verão, hora de cuidar de mim sem perder o clima gostoso da estação!
Seguro firme os meus sonhos e mergulho no mar.
30/10/09

Amor a gente não escolhe a dedo!


(O bom dos amigos é que não precisamos deles pra viver, mas não podemos viver bem sem eles! O bom do amor é que vivemos bem sem amar, e muito melhor amando alguém!)

Nessa vida, e não na outra, já tive mais de dez amigos. Ou seja: um pra cada dedo, tendo até que emprestar outros dedos pra não deixar ninguém na mão – ou fora dela!
Não sou a favor de panelinha, e acho que o lugar dela é mesmo na cozinha, mas não podemos negar que nessa vida, a gente acaba tendo mais afinidade com fulano e ciclano, e, não sei por que, vamos deixando o beltrano mais de lado; sem maldade, até por que o beltrano tem também a sua turma, feita de gente como ele com pronomes do mesmo jaez!
Afinidade é coisa séria e faz um bem que só! Não é questão de pensar igual, na verdade é pensar diferente junto! A diferença de um amigo para um “beltrano” – chamemos assim o colega – é que o beltrano sempre está atrasado no riso da gente, o amigo ri junto com a gente. O amigo dispensa a piada pra sacar a graça do negócio; o beltrano é colega, e jamais terá a graça de rir por rir, por motivo bobo e abobando-se junto, saber ser feliz.
Ser amigo é Mara!
No tempo da escola, e mesmo na facul, isso tudo se intensifica.
Formam-se os grupinhos.
E quando a professora fala em trabalho não precisa nem pensar na formação da equipe, basta o olhar e já é certo: Juninho vai fazer o trabalho com o Pedro e a Camila...
Escolhemos quem gostamos, e deixamos quem não gosta da gente. Isso é amizade. Mas e o amor hem?
No amor isso não existe. O grau de afinidade nada tem haver com a intensidade do coração, e se ele acelera quando vê, bate mais forte quando olha; bombeia mais sangue quando percebe, é por que o amor é surpreendente, já a amizade é previsível.
Eu escolho a dedo os meus amigos, mas dispenso os mesmos para amar (os dedos, lógico!). E parece complicado isso de não escolher de quem gostar, e quase sempre acabar gostando de quem não gosta da gente, ou gosta, mas em uma menor intensidade.
Esse texto em nada tem haver com auto ajuda, e eu nem quero levantar ninguém do fundo do poço, pra isso eu mesmo teria que descer até lá; digo isso por que sou o seu colega, e não iria tão fundo por você, se eu fosse seu amigo lhe estenderia a mão; mas se eu fosse o seu amor; eu trocaria com você de lugar. Por que beltrano simpatiza, o amigo ajuda; e quem ama da à vida por muito amar.
Pegou!


30/10/09

(C.S. Lewis)

(C.S. Lewis)
"Há uma série de coisas com as quais eu não me preocuparia se fosse viver apenas setenta anos, mas que me preocupam seriamente com a perspectiva da vida eterna"